QUINTA, 29/01/2026, 14:57

Incerteza sobre pedágio em Rolândia mobiliza prefeitos e gera cobranças à nova concessionária

Após prefeitura manifestar insatisfação, presidente da AMEPAR exige respeito aos municípios e critica possível instalação de praça em perímetro urbano
 

O presidente da AMEPAR, Associação dos Municípios do Médio Paranapanema, e prefeito de Cambé, Conrado Scheller, afirmou que é fundamental um estudo técnico bem feito por parte da futura concessionária responsável pelas rodovias da região.

Ele lembrou que a BR-369 é uma rodovia federal e, portanto, não tem obrigação legal de prestar contas aos municípios. Mesmo assim, destacou que o governador Ratinho Júnior tem investido em obras em rodovias federais, como a construção de viadutos, mesmo sem essa obrigação.

Segundo Scheller, o principal pedido das prefeituras é respeito e diálogo. Ele afirmou que os municípios não querem reviver situações do passado, quando prefeitos precisavam abrir estradas clandestinas para garantir o deslocamento da população.

O presidente da AMEPAR defendeu que o pedágio faça sentido para quem está viajando, mas classificou como incoerente a cobrança de quem precisa passar pela rodovia todos os dias para trabalhar.

Conrado Scheller destacou ainda a importância de manter diálogo permanente com a concessionária, citando como exemplo recente a conversa da empresa com o prefeito de Rolândia. Para ele, os prefeitos conhecem a realidade local, enquanto a concessionária precisa conciliar a arrecadação com o bom senso, mantendo uma boa relação com os governos federal e estadual.

Vale lembrar que nessa quarta-feira, dia 28, o prefeito de Rolândia e outras autoridades manifestaram insatisfação com a movimentação de estruturas na BR-369. A prefeitura informou que não foi oficialmente comunicada pela concessionária sobre qualquer mudança na praça de pedágio de Arapongas para outro ponto da rodovia, dentro do perímetro urbano de Rolândia.

O município também informou que vai encaminhar, nos próximos dias, estudos técnicos à concessionária, apontando os impactos negativos que a instalação de uma praça de pedágio no local pode causar a milhares de moradores.

O diretor-presidente da EPR, Marcos Moreira, afirmou que vai aguardar a apresentação desses dados para avaliar a situação e analisar possíveis encaminhamentos.

O novo contrato de concessão das rodovias deve ser assinado no dia 6 de fevereiro. Até o momento, não há previsão para o início da cobrança do pedágio.
 

Por João Gabriel Rodrigues

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