QUARTA, 03/06/2026, 00:10

Júri popular do caso Eduarda Shigematsu é adiado pela sétima vez

Pai e avó da menina, acusados de envolvimento na morte da criança em Rolândia em abril de 2019, devem ser julgados em Maringá no dia 4 de agosto

O júri popular do caso Eduarda Shigematsu, um dos mais emblemáticos da história criminal do norte do Paraná, foi adiado pela sétima vez pela Justiça. A sessão, que estava marcada para ocorrer no próximo dia 23 de junho, em Maringá, foi reagenada para o dia 4 de agosto.

Diferentemente dos últimos reagendamentos, que foram feitos a pedido da defesa dos acusados, o adiamento, dessa vez, foi requerido pela própria Justiça, levando em conta a provável necessidade de dois dias para a realização do júri. Como já haviam compromissos marcados no Fórum de Maringá para 24 de junho, o dia seguinte ao júri, a sessão foi reagendada para a nova data.

Ricardo Seidi e Terezinha de Jesus Guinaia, pai e avó da menina Eduarda, respectivamente, são acusados de matar e ocultar o cadáver da criança, morta aos onze anos, em Rolândia, em abril de 2019. Segundo as investigações, Seidi teria matado a própria filha asfixiada na casa onde ela morava com a avó, e enterrado o corpo dela nos fundos de uma outra residência de propriedade dele. Já Terezinha é acusada de ser cúmplice do filho. Seidi nega ter matado Eduarda e disse que a menina tirou a própria vida. Ele admite, entretanto, que enterrou o corpo da menina. A avó, por sua vez, nega as acusações e garante que não sabia do crime.

Ricardo responde por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Já Terezinha responde por ocultação de cadáver. Ele segue preso na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). A avó passou dois meses detida, mas foi solta e, desde então, responde à acusação em liberdade. Nós tentamos contato com os advogados de defesa para repercutir o novo adiamento, mas não obtivemos até o fechamento desta reportagem.

O caso Eduarda vem sendo marcado por uma verdadeira "batalha" de recursos apresentados à Justiça principalmente pela defesa de Ricardo. Tanto é que crime completou sete anos sem desfecho. Os advogados questionaram o fato de o julgamento ter sido marcado, em um primeiro momento, para ser realizado em Rolândia. Eles apontaram para a falta de parcialidade dos jurados, uma vez que o crime gerou bastante repercussão. Depois dos questionamentos, o julgamento foi transferido para Londrina e, posteriormente, para Maringá, onde deverá ocorrer em agosto.

Por Guilherme Batista

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