SEGUNDA, 24/05/2021, 18:38

Londrina registrou manhã mais gelada do ano nesta segunda-feira

Temperaturas devem voltar a subir nos próximos dias, mas frio se intensifica com chegada do mês de junho. Outros 30 municípios do estado também tiveram mínimas recordes para 2021.

Os termômetros em Londrina chegaram a registrar 8 graus no início da segunda-feira. A manhã mais gelada do ano, até agora. O frio é reflexo da entrada de massas de ar polar em todo estado, causando quedas bruscas na temperatura de diferentes regiões paranaenses. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), foram 31 municípios que tiveram mínimas recordes, como as cidades de Maringá, Cianorte, Pato Branco e Pinhais, por exemplo.

De acordo com a meteorologista do Simepar, Ângela Costa, além do sistema climático que passa pelo estado, outros fatores também contribuíram para as baixas temperaturas, como as chuvas registradas na última semana, e a própria estação do outono, que atua como passagem entre o verão e o inverno.

Ela explica que as temperaturas devem ter um leve aumento nos próximos dias, com chuvas previstas para quarta e quinta-feira. Mas já na semana seguinte, o frio deve voltar a ser intenso na região, com a chegada do mês de junho, quando começa a estação mais fria do ano.

Apesar das baixas temperaturas, que tiveram início ainda no sábado e se acentuaram na segunda-feira, a meteorologista afirma que não há previsão de geadas para o norte do estado pelos próximos dias.

Ângela Costa, no entanto, explica que o frio pode comprometer a plantação de hortaliças, que é mais sensível às variações. Segundo ela, as demais culturas foram semeadas em período adequado, o que deve poupar as produções de perdas causadas pelo tempo gelado.

O Simepar, junto ao Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), ativaram no início do mês o Alerta Geada, que monitora a formação do sistema em todo o estado. Os boletins diários estão disponíveis nos sites das instituições, como também por meio do aplicativo IAPAR Clima, ou ainda pelo telefone(43) 3391-4500.

Por Victor Assis

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