QUARTA, 07/01/2026, 14:26

Número de londrinenses negativados em 2025 cai 28%

Por outro lado, percentual de consumidores que conseguiram sair da inadimplência no ano passado também caiu
 

Um levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito da Associação Comercial e Industrial de Londrina (SPC/ACIL) mostra que houve redução no número de londrinenses negativados em 2025. Os dados indicam uma queda de 51,5% no número de pessoas que entraram para a inadimplência em dezembro do ano passado, comparado com o mesmo período de 2024.

No balanço geral de 2025, a redução foi de 28,4%, o que indica uma desaceleração no ano, mesmo com oscilações pontuais entre os meses.
No quesito dívidas, em dezembro foi registrada uma queda de 41,6% no número de londrinenses que conseguiram realizar negociações. Somando todos os meses do ano passado, o índice de consumidores que conseguiram regularizar as dívidas junto ao SPC/ACIL caiu 23,1%.

De acordo com o consultor econômico da ACIL, Marcos Rambalducci, são levados em conta dois indicadores para analisar o comportamento do londrinense inadimplente. A consulta de lojistas ao SPC/ACIL em dezembro aumentou 4,63%, indicando maior preocupação na análise de crédito no comércio, compatível com o dinamismo nas compras a prazo no fim do ano. Se levar em conta o ano de 2025, é possível notar uma queda de 6,11% nessas consultas.

Rambalducci ainda aponta um cenário de regressão no número de londrinenses inadimplentes em 2026. Entre os fatores determinantes na diminuição da quantidade de inadimplentes está a geração recorde de empregos em Londrina. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o município criou 9.255 vagas formais até novembro de 2025, o que representa um crescimento superior a 5% no mercado de trabalho formal.

O desempenho já supera todo o resultado de 2024, quando foram registradas 5.656 vagas, com crescimento de 3,28%. Com esses números, Londrina alcançou posição de destaque no cenário nacional, figurando como a 19ª cidade que mais gerou empregos no Brasil e a segunda do Paraná.
 

Por Paulo Andrade

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