Operação Antártida: servidor do Depen é condenado a mais de 40 anos por esquema de corrupção em Londrina
Gaeco aponta fraude em sistemas oficiais para beneficiar presos; outras dez pessoas também foram condenadas
O Ministério Público do Paraná (MPPR) obteve sentença favorável que condenou um servidor público do Departamento Penitenciário (Depen) e outras dez pessoas investigadas na segunda fase da Operação Antártida, em Londrina. A decisão foi proferida no dia 8 de janeiro pela 3ª Vara Criminal.
De acordo com o promotor de Justiça Jorge Fernando Barreto da Costa, o servidor que atuava como técnico administrativo e já havia trabalhado na Vara de Execuções Penais e no Creslon comandava um esquema criminoso para beneficiar presos em troca de vantagens financeiras. Ele usava o acesso a sistemas oficiais para fraudar informações e acelerar a concessão de benefícios.
Nesta ação, a pena aplicada ao servidor foi de 32 anos, 11 meses e 15 dias de prisão, além da perda do cargo público. Em outra sentença, já publicada no fim do ano passado, ele havia sido condenado a mais 11 anos e quatro meses. Somadas, as penas chegam a mais de 43 anos de reclusão.
Os demais envolvidos receberam penas que variam de cinco anos e dez meses a 16 anos de prisão. Ao todo, 12 pessoas foram denunciadas nesta fase da operação; uma delas teve a ação penal trancada pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).
Segundo o Ministério Público, os crimes incluíam corrupção passiva e ativa, inserção de dados falsos em sistemas de monitoramento eletrônico, ampliação irregular de áreas de circulação de presos, fraude em atestados e justificativas falsas de descumprimento de pena.
Ainda conforme o MP, dos 15 condenados nas duas ações penais relacionadas à Operação Antártida, 11 estão presos, incluindo o ex-servidor público. Cabe recurso das decisões ao Tribunal de Justiça.