QUINTA, 01/10/2020, 09:10

Prefeitura apresenta saldo positivo de 96 milhões no caixa nos primeiros nove meses de 2020

Mas a situação financeira da CAAPSML e a perda de um processo milionário na justiça devem mudar o quadro até o fim do ano

A Prefeitura de Londrina prestou contas do exercício financeiro do segundo quadrimestre de 2020 em uma audiência pública virtual em conjunto com a Câmara de Vereadores.

Entre janeiro e agosto, já entraram nos cofres da prefeitura 1,6 bilhão de reais, 61% dos 2,6 bilhões previstos.  Entre as principais receitas, 246 milhões de reais do IPTU, 75% do que estava previsto no início do ano.. Em relação ao ISS, Imposto sobre Serviço, foram arrecadados 148 milhões, volume 4,6% abaixo do mesmo período de 2019. Na avaliação do secretário de Fazenda, João Carlos Barbosa Perez, um reflexo claro da retração da economia durante a pandemia do Coronavírus.

Entre as receitas transferidas, Londrina registrou uma queda de 10,22% nos recursos advindos do ICMS, totalizando 117 milhões até agosto.
Também houve queda de 6,89% no repasse do Fundo de Participação dos Municípios, que chegou a 52 milhões de reais.

Por outro lado, por conta da pandemia, os repasses do SUS cresceram 50%, 299 milhões.

Em relação às despesas, a prefeitura gastou 1,5 bilhão até agosto, 54% do total de 2,7 bilhões previstos até o final do ano, o que gerou um saldo positivo de 96 milhões nos cofres do município.

O calcanhar de Aquiles das finanças do município continua sendo a previdência, com o déficit da Caapsml. De janeiro a agosto, o prejuízo acumulado é de 44 milhões de reais. Entraram 170 milhões, como estavam previstos, mas a saída de recursos foi de 215 milhões, 5% acima do esperado. Com isso, o caixa da Caapsml conta apenas com 59 milhões de reais.

O secretário de Fazenda admite a situação crítica, mas aposta em um plano de amortização que será apresentado até o final do ano na Câmara para reverter o cenário.

Outro tombo grande que está por vir no caixa da prefeitura de Londrina está ligado ao transporte coletivo. O município perdeu uma ação na justiça e foi condenado a pagar 107 milhões de reais a uma das empresas que operam na cidade. Os precatórios já foram emitidos, e a prefeitura tem até 2024 para efetuar o pagamento.

Na mesma audiência pública virtual, também foi apresentado o balanço financeiro da Câmara de Vereadores. O Legislativo gastou até agosto 21,6 milhões, 53% do orçamento. A grande maioria, 19,5 milhões de reais, representa despesas com pessoal e encargos sociais.

Por Marco Feltrin

Comentários