QUINTA, 29/08/2019, 19:31

Sociedade Rural do Paraná mantém posição contra fim da vacinação da aftosa no estado em Audiência Pública na Alep

Para diretor da entidade, há muitos riscos e poucos ganhos com mudança. Além disso, Moacir Sgarioni afirma que o fechamento das fronteiras deve aumentar os custos da fiscalização sanitária animal.

A Audiência Pública, no plenário da Assembleia, reuniu mais de 1.500 pessoas, entre líderes sindicais, produtores rurais, empresários e técnicos da área. O encontro, proposto pelo deputado Anibelli Neto, do MDB, presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Casa, contou também com a participação do secretário Estadual de Agricultura, Norberto Ortigara, e do Chefe da Casa Civil, Guto Silva.

O diretor administrativo financeiro da Sociedade Rural do Paraná, Moacir Sgarioni, participou da audiência e falou em nome da diretoria da entidade e de outras instituições que têm a mesma opinião.  Durante o discurso na Alep, Sgarioni reforçou a posição contrária da entidade à proposta nos moldes atuais, isolada dos outros estados, e deixou um pedido para que o Governo avalie a possibilidade de tentar formar um bloco junto com o Paraná.

O diretor da Rural diz ter apresentado estudos que apontam para grandes riscos e poucos ganhos para o setor com a não vacinação de forma isolada, além do custo que o Governo Estadual vai ter com o fechamento das fronteiras, que só em fiscalização deve atingir cerca de R$ 250 milhões anuais.

Os defensores da medida dizem que o novo status representa uma grande oportunidade para o Paraná ampliar seu comércio exterior e chegar a mercados mais exigentes e que pagam preços maiores pela carne. Sgarioni afirma que a experiência de Santa Catarina mostra que isso não aconteceu por lá e não deve ocorrer também no Paraná.

Durante a Audiência na Alep,o Governo anunciou o concurso para contratação de 30 médicos veterinários e 50 técnicos agrícolas, e a reforma de postos de vigilância animal nas fronteiras do estado.

No ano passado, auditores do Ministério da Agricultura realizaram uma auditoria no sistema de sanidade agropecuária do Paraná e o apontou como o mais eficiente do Brasil, com índices superiores aos de Santa Catarina, único estado que tem o reconhecimento como área livre de aftosa sem vacinação.

Uma nova auditoria do Mapa deve ser realizada já no início de setembro e, se tudo der certo, o estado pode fechar suas fronteiras e a vacinação de novembro ser suspensa. Com a confirmação pelo Ministério de que o Paraná está livre do vírus da aftosa, o próximo passo seria a aprovação pela Organização Mundial de Saúde Animal.

Por Marcos Garrido

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