Superlotação força hospitais a restringirem novos atendimentos pelo SUS
Com pronto-socorros operando em dobro ou triplo da capacidade, unidades pedem restrição para novos pacientes, mas garantem que ninguém ficará sem atendimento
A superlotação nos principais hospitais de Londrina voltou a acender o alerta na rede pública de saúde nesta quarta-feira (8).
O cenário mais complexo é o do pronto-socorro do Hospital Evangélico, que opera com mais do que o dobro de sua capacidade máxima (210,52%). Diante da situação, a direção da unidade já notificou as autoridades e a central de leitos para tentar barrar o encaminhamento de novos pacientes de fora, especialmente os casos que chegam sem vaga garantida. Apesar do sufoco, o hospital garantiu que as equipes médicas continuam atendendo a todos e priorizando os casos mais graves.
A situação é igualmente grave na Santa Casa de Londrina, que precisou suspender temporariamente o recebimento de novos pacientes do SUS. No início do dia, o setor abrigava 55 pessoas internadas em um espaço planejado para apenas 16 leitos, o que representa quase o triplo do limite permitido.
O Hospital Universitário (HU) também enfrenta uma quarta-feira de extrema pressão. Com apenas 75 leitos credenciados, a unidade opera muito além de sua capacidade total, que é de até 143 pacientes, superando o limite máximo que a estrutura consegue suportar. Para tentar organizar o fluxo, o HU restringiu a entrada no pronto-socorro infantil por 12 horas. A direção reforçou que ninguém deixará de ser atendido, mas orientou a população a procurar outras unidades de saúde para casos leves, já que o tempo de espera será muito longo.