QUARTA, 26/01/2022, 18:16

Três em cada 100 domicílios de Rolândia têm criadouros de dengue, revela primeiro LIRAa de 2022

Apesar de município ter registrado mais de 1.100 notificações da doença no atual período epidemiológico, apenas 18 casos foram confirmados.

De acordo com os novos dados divulgados pela Secretaria de Saúde de Rolândia, a cidade registrou uma incidência de dengue de 3,0%, no primeiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa). Este índice está acima do considerado normal pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que indica uma taxa de 1%.

Alecio Quinhone Jr, gerente da Vigilância em Saúde Ambiental, explica que este percentual mostra que a cidade, atualmente, está em médio risco para a doença. Apesar disso, ele aponta que algumas regiões apresentaram uma maior incidência, em comparação a outros pontos do município, e que o indicador é uma média das informações coletadas.

O levantamento é utilizado para identificar os locais em que há criadouros do mosquito em Rolândia. Segundo Quinhone, para caracterizar uma epidemia, é necessário observar os casos suspeitos e confirmados da doença no município.

Apesar de um grande volume de notificações no atual período de monitoramento, com aproximadamente 1.100 registros, a maior parte destes foi descartada, cerca de 852. 18 pessoas tiveram o resultado positivo para dengue. No entanto, ele lembra que outros 270 testes para detecção ainda aguardam resultados.

De acordo com o gerente da Vigilância em Saúde Ambiental, os principais focos de reprodução do Aedes aegypti foram encontrados em materiais como garrafas pet, lixos recipientes plásticos e entulhos. Além desses, também foi identificado um volume expressivo de criadouros em ambientes domésticos, como em vasos de plantas e em pratos.

Quinhone destaca que medidas simples contribuem para o combate à dengue. Entre as orientações para a população está a manutenção dos quintais, checar frequentemente se há água parada em algum local e também não fazer descarte irregular de materiais em terrenos abandonados.

Ele ressalta ainda que durante o verão, a população precisa intensificar os cuidados relacionados ao combate ao mosquito, já que há um aumento nas temperaturas e também no volume de chuva. Com isso, o ciclo do Aedes aegypti fica menor e ocorre uma maior proliferação.

Por Victor Assis

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