QUARTA, 03/06/2026, 15:08

Casos de gripe e vírus respiratórios disparam em Londrina e pressionam prontos-atendimentos

Cidade já registra 18 mortes por complicações respiratórias este ano; Saúde pede vacinação e que pessoas com sintomas evitem escolas e aglomerações

A Secretaria Municipal de Saúde de Londrina emitiu um alerta divulgado nesta quarta-feira (03) devido ao aumento expressivo na circulação de vírus respiratórios na cidade, com destaque para os vírus da gripe Influenza A e B e o Vírus Sincicial Respiratório, o VSR, que atinge muito as crianças.

O reflexo desse cenário é a sobrecarga nos serviços de saúde. Entre os dias 24 e 29 de maio, o Pronto Atendimento Infantil realizou mais de 3.800 atendimentos, sendo que mais da metade foi de crianças com sintomas de gripe. Nas Unidades de Pronto Atendimento e demais postos voltados para adultos, os casos respiratórios já representam 30% das mais de 14 mil consultas registradas no mesmo período.

A gravidade da situação se reflete nos internamentos e óbitos. Somente entre os dias 17 e 23 de maio, a cidade registrou 85 internações por problemas respiratórios graves, divididas entre 54 adultos e 31 crianças de até 12 anos.

Além disso, o balanço atualizado até o início de junho aponta que Londrina já contabiliza 18 mortes por complicações respiratórias agudas, sendo duas causadas por Influenza, duas por VSR e 14 provocadas por outros vírus que não foram identificados nos testes.

Diante da crise, a secretária de saúde de Londrina, Vivian Feijó, reuniu-se com as direções dos hospitais locais para coordenar ações e garantir a ampliação e o monitoramento dos atendimentos. A secretária reforçou o apelo para que a população se vacine, destacando a necessidade de criar uma barreira de proteção coletiva na cidade. Ela alertou que, embora a maioria das crianças apresente sintomas leves, a doença pode evoluir rapidamente.

Vale lembrar que o informativo, elaborado pela Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), é disponibilizado semanalmente nas páginas oficiais da Prefeitura e da SMS no Instagram.

Por João Gabriel Rodrigues

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