Vacinação contra a gripe em Londrina segue longe da meta e foca em crianças e idosos
Com apenas 54% do público-alvo vacinado, a Secretaria de Saúde reforça o chamado para os grupos prioritários e tenta autorização para liberar as doses para toda a população
A campanha de vacinação contra a gripe (Influenza) em Londrina ainda está longe de atingir o objetivo ideal. Até o momento, a cobertura geral na cidade está em 54,68%, bem abaixo da meta de 90% definida pelas autoridades de saúde.
Segundo a secretária de saúde de Londrina, Vivian Feijó, a situação mais preocupante é a das crianças, com apenas 24,29% de imunizados. Entre os idosos, o índice chegou a 50,12%. O único resultado positivo vem das gestantes, que já alcançaram 89,66% de cobertura, praticamente atingindo a meta que garante a proteção dos bebês contra o vírus.
Para tentar reverter esse cenário e aumentar a proteção dos jovens, a prefeitura aposta em ações como o Programa Saúde na Escola. No entanto, a orientação é que os pais levem as crianças e os idosos compareçam à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa. Na área urbana de Londrina, as salas de vacinação funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h30.
Diante da baixa adesão dos grupos prioritários, existe o desejo de liberar as doses para o público geral. De acordo com a secretária de saúde de Londrina, o município e outros secretários da região estão em contato com o governo estadual para tentar essa ampliação, justificando o pedido com base no aumento dos atendimentos nos postos. Apesar da expectativa, ainda não há nenhuma autorização formal da Secretaria de Estado da Saúde ou do Ministério da Saúde para abrir a vacinação a toda a comunidade.
Enquanto a cobertura vacinal não avança, a Secretaria de Saúde reforça que a população deve manter os cuidados preventivos do dia a dia, conhecidos como etiquetas respiratórias. A recomendação é que qualquer pessoa com sintomas de gripe evite locais com aglomerações, lave as mãos com frequência e use máscara. Essas medidas são fundamentais para evitar a transmissão do vírus e proteger quem corre mais risco de desenvolver quadros graves, como as próprias crianças, gestantes e idosos.