TERCA, 28/01/2020, 19:32

Com multa e prazo curto para acabar com focos do mosquito, coordenador de endemias de Ibiporã avalia que mudanças na lei vêm funcionando

Morador da cidade agora tem apenas 72 horas para acabar com criadouros do Aedes Aegypti e multa pode chegar a R$ 350.

A simples publicação da lei municipal com a redução do prazo para a retirada dos focos do mosquito e a definição de novos valores para as multas, já tiveram impacto no comportamento de boa parte dos cidadãos. A mudança de atitude já é percebida pelos agentes de Saúde da cidade, afirma o coordenador de Endemias de Ibiporã, Aldemar Galassi. Desde que as alterações entraram em vigor, há dez dias, as notificações vêm sendo respondidas no prazo e nenhuma multa foi aplicada. Apenas uma foi emitida nos primeiros dias do ano, antes das mudanças.

O coordenador de Endemias afirma que o morador da cidade agora tem apenas 72 horas, após ser notificado do problema, para retirar os focos do mosquito do imóvel. Antes eram até 40 dias.

Com 53 mil habitantes, 90 casos confirmados da doença de agosto do ano passado até esta segunda-feira, e mais de mil e cem notificações, o Município já se prepara para a epidemia, que deve ser oficializada em breve, quando a cidade chegar a 150 casos confirmados.

A multa foi aumentada e agora varia de R$ 70 a R$ 350, a depender da gravidade do caso. O coordenador de Endemias de Ibiporã explica que caso haja reincidência no problema, o valor da multa dobra. Aldemar Galassi garante que as mudanças na legislação vêm funcionando.

Além das multas, Ibiporã tem investido também nos mutirões, nos bairros com maior incidência de casos e de infestação pelo mosquito, como uma arma a mais contra a epidemia de dengue.

Com mais de mil casos suspeitos, 64 confirmados até agora em 2020 e duas mortes pela doença investigadas, a Prefeitura de Londrina lançou uma campanha baseada também nos mutirões e nas visitas às residências, mas apenas para orientar os moradores. A Secretaria Municipal de Saúde tem resistido a implantar em Londrina a multa para quem insiste em manter focos do mosquito nos imóveis. Em entrevista à CBN, recentemente, o titular da pasta, Felippe Machado, se mostrou cético quanto à efetividade da medida aqui na cidade.

Por Marcos Garrido

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