TERCA, 11/08/2026, 09:20

Polícias Civis são denunciados por tráfico e comercialização de medicamentos emagrecedores

Segundo o MPPR, policial aposentado teria coordenado ação para recuperar carga de tirzepatida e policial afastado teria usado arma para roubar os medicamentos

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou oito pessoas por envolvimento em um esquema de roubo e comercialização ilegal de medicamentos para emagrecimento. Entre os denunciados estão dois policiais civis: um aposentado e outro que está afastado judicialmente das funções.

A denúncia foi apresentada pelo Gaeco de Londrina à 2ª Vara Criminal de Londrina e é resultado da segunda fase da Operação Off Label, que investiga a venda clandestina de medicamentos contendo tirzepatida, produto sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O caso começou no fim de janeiro, quando cerca de 100 ampolas do medicamento, avaliadas em aproximadamente R$ 70 mil, foram apreendidas em uma empresa de transporte rodoviário em Londrina.

Segundo a denúncia, o policial civil aposentado teria coordenado a ação para recuperar a carga e acionado o policial que estava na ativa. Ainda conforme a investigação, no dia 28 de janeiro, o policial teria ido até a empresa armado com uma pistola 9 mm e, sob ameaça, retirado o pacote com os medicamentos.

Depois do roubo, a carga teria sido levada para o apartamento do policial e posteriormente revendida. A esposa dele também foi denunciada por suposta participação na receptação e comercialização. De acordo com o Promotor de Justiça Leandro Antunes Meirelles Machado, ela teria oferecido as ampolas em grupos de WhatsApp do condomínio onde morava, por R$ 350 cada.

Em relação ao policial civil afastado, o Ministério Público também pediu a perda do cargo público em caso de condenação.

As investigações apontam que o grupo transportava medicamentos de Foz do Iguaçu para Londrina e outras cidades para comercialização clandestina.Os oito denunciados agora responderão às acusações apresentadas pelo Ministério Público.

Por Paulo Andrade

Comentários